A Polícia Civil de Minas Gerais solicitou, nesta terça-feira (23), a prisão preventiva do presidente licenciado da Samarco, Ricardo Vescovi, e outros cinco funcionários da empresa. O pedido foi feito após a conclusão do primeiro inquérito que investiga o rompimento da barragem de resíduos de Fundão, em Mariana (MG).

De acordo com a Folha de S. Paulo, além de Vescovi, foram indiciados o diretor licenciado de operações Kléber Terra, o gerente de projetos Germano Lopes, o gerente de operações Wagner Milagres, o coordenador técnico Wanderson Silvério e a gerente de geotecnia Daviely Rodrigues. Também foi solicitada a prisão do engenheiro responsável pela declaração de estabilidade de Fundão, Samuel Loures, da Vogbr. Os seis foram indiciados por homicídio qualificado por dolo eventual, inundação e corrupção ou poluição de água potável. O inquérito do órgão tem 13 volumes e 2.432 páginas. Outras sete pessoas foram indiciadas no processo de apura crime ambiental. O rompimento da barragem de Mariana deixou 19 mortos, dois desaparecidos e destruiu o distrito de Bento Rodrigues. A lama tóxica provocou ainda a morte de milhares de peixes no Rio Doce e a contaminação do mar, na região do município de Linhares (ES).

Fonte: Bahia Notícias

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