Feira de Santana: exposição mostra a história do tráfico de escravos no mundo

81178-3 (1)Daniela Cardoso e Ney Silva

A Central Única das Favelas (Cufa), uma ONG que realiza trabalhos sociais em Feira de Santana, está realizando uma exposição que mostra como teria ocorrido o tráfico de escravos vindos da África para vários continentes.

A história é mostrada em Banners é foi elaborada através do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU), cuja sede é no Rio de Janeiro. A exposição está numa sala em um dos prédios do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) e estará aberta ao público até o dia 15 de julho. O assessor de comunicação da ONU, Gustavo Barreto, dá detalhes dessa exposição.

“É o primeiro estado que está tendo a exposição, depois do Rio de Janeiro. O objetivo é conhecer o nosso passado, para sabermos onde estamos hoje. A memória é coisa importante para a gente saber como a igualdade está avançando. Esse capítulo da história precisa ser conhecido. As pessoas precisam saber como que entre 12 e 15 mil pessoas foram escravizadas pelo mundo inteiro, sendo que uma boa parte delas vieram para o Brasil e que cultura deixaram. A gente precisa conhecer isso e a exposição é um ótimo ponto de partida”, afirmou.

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A administradora de empresas Roberta Santos foi ver a exposição e disse que o preconceito contra os negros ainda existe. “Uma exposição boa para a gente se atualizar, saber o passado e como está acontecendo a escravidão atualmente, de uma forma diferente. E atualmente tenho consciência que o preconceito ainda existe”, afirmou.

O advogado Pedro Mascarenhas também foi participar da abertura da exposição. Ele gostou da amostra. “Está de parabéns essa exposição em Feira de Santana, para que as pessoas tenham conhecimento sobre o tráfico de escravos. A população precisa interagir e participar. A OAB está ativa e participando sempre de qualquer mobilização que atenue o sofrimento da população. Essa exposição que se refere ao tráfico é super importante e a OAB está mobilizada também”, afirmou.

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O coordenador da Ong Cufa, Evaldo Alves, explica o que levou a entidade a trazer a exposição para Feira de Santana. “O objetivo foi para trazer mais riqueza de conhecimento de uma segregação que durou muito tempo e que muitas vezes a história é contada nos livros de forma diferente. A verdadeira história está aqui hoje. Foi um trabalho feito pela própria ONU. É uma pesquisa gigantesca e muito rica. Quando vi isso, entrei em contato e graças a Deus estamos com essa exposição tão bela e rica em Feira de Santana”.

Fonte: Acorda cidade

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